Conheça as brasileiras que detonam no UFC

Das 24 mulheres que lutam atualmente no UFC, de acordo com o site oficial da organização, três são brasileiras. E elas estão fazendo barulho no octógono.

No último dia 26 de abril, Bethe Correia venceu a americana Jessamyn Duke por decisão unânime. Conhecida como “Pitbull”, a paraibana de Campina Grande tem 30 anos e lutou duas vezes no UFC. Além do combate contra Duke, bateu Julie Kedzie, também por pontos, em dezembro. Hoje, ocupa o 10º posto do ranking feminino do peso galo (62 kg).

Dona de um cartel sem manchas (lutou oito vezes e venceu todas), a brasileira é nova no MMA. O primeiro duelo foi em maio de 2012, contra Daniela Maria da Silva, a “Dany Fênix”. A partir daí, enfileirou adversárias, quase sempre vencendo na decisão dos jurados. O único triunfo diferente foi sobre Anne Karoline, em abril do passado, quando conseguiu o nocaute.

Acima de “Pitbull” no ranking está Jéssica “Bate Estaca” Andrade. Paranaense de Umuarana, a lutadora tem 22 anos, mas é experiente no MMA: tem 11 vitórias e três derrotas na carreira.

No UFC, onde foi a primeira representante do Brasil a lutar, foram três combates: depois de ser nocauteada Liz Carmouche na estreia (julho do ano passado), venceu Rosi Sexton e Raquel Pennington por decisão unânime. Começou a carreira no MMA em setembro de 2011.

Amanda Nunes é melhor lutadora do Brasil na organização. Ocupa a 8ª posição no ranking e está invicta na organização, com duas vitórias. Foram dois nocautes, sobre Sheila Gaff (em agosto de 2013) e Germaine de Randamie (em novembro).

A “Leoa” também é experiente. Aos 25 anos, a baiana de Salvador tem nove vitórias e três derrotas no cartel. Antes de chegar no UFC, lutou no Invicta FC (evento exclusivo para mulheres) e no Strikeforce.

E Cris Cyborg?

A brasileira é apontada como a única mulher capaz de vencer Ronda Rousey, campeã invicta no UFC. Frequentemente troca insultos e desafios com a campeã, mas a diferença de peso (Cyborg luta nos penas, cujo limite, 66 kg, é superior ao dos galos, onde a americana luta) ainda não fez o duelo acontecer.

Além disso, ela não é bem vista pelo presidente do UFC, Dana White, que já afirmou que ela não é boa representante do MMA feminino.

Já foi campeã dos penas no Strikeforce, perdeu o título por uso de doping e hoje é a campeã dos penas no Invicta FC.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.