Chelsea, Atlético de Madrid… Conheça os ‘pequenos’ que cresceram na Europa

No futebol, dinheiro não compra torcida nem tradição. Mas traz craques e ajuda, sim, a trazer felicidade. Que o digam Chelsea, Manchester City, Atlético de Madrid e Málaga, times “pequenos” em seus países e que cresceram, literalmente, a muito custo.

Campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, o Atlético quase sempre ficou à margem do Real em Madri. Depois de um bom momento entre os anos 60 e 70 (quando venceu o Mundial de Clubes, em 1974, a Recopa Europeia em 1961/1962 e quatro campeonatos espanhóis), o time entrou em um jejum grande. A última taça recente foi o Campeonato Espanhol em 1995/1996.

Até que no fim dos anos 2000 o Atlético cresceu novamente, com dois títulos da Liga Europa (2009/2010 e 2011/2012), da Supercpa da Uefa (2010/2011 e 2012/2013) e da Copa do Rei (2012/2013). Coincidência ou não, o time tinha o patrocínio master da gigante coreana Kia.

Hoje, o dinheiro que impulsiona a equipe vem do Azerbaijão. A ex-república soviética aplica cerca de R$ 40 milhões por ano para “promover o turismo” no uniforme do time espanhol. Dinheiro que fez o Atlético ressurgir, ganhar músculos e fazer frente aos rivais em seu país.

O Málaga foi outro time que saiu do ostracismo graças ao “mecenato”. Em 2010, o sheik Abdullah Al-Thani, do Qatar, comprou o clube espanhol. Em 2012/2013, o time disputou a Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez na história. Mas o negócio não deu muito certo, e jogadores de renome, como o brasileiro Julio Baptista, o uruguaio Lugano e o argentino Demichelis deixaram o clube.

Na Inglaterra, o cenário foi parecido. Chelsea e Manchester City ganharam os holofotes graças a “generosidade” de investidores. Mas, diferentemente dos espanhóis, aqui o modelo funcionou . E muito bem.

Time considerado “pequeno” em Londres, onde dividia a concorrência dos torcedores com Arsenal, Tottenham e Fullham, o Chelsea foi comprado pelo magnata russo do ramo do petróleo, Roman Abramovich, em 2003.

Desde então, o dinheiro gasto se refletiu em conquistas: uma Liga dos Campeões (2011/2012), uma Liga Europa (2012/2013), três Campeonatos Ingleses (2004/2005, 2005/2006 e 2009/2010), quatro Copas da Inglaterra (2006/2007, 2008/2009, 2009/2010 e 2011/2012), duas Copas da Liga Inglesa (2004/2005 e 2006/2007) e duas Supercopas da Inglaterra (2005 e 2009).  Foram mais conquistas nesse período do que em toda a história anterior do clube.

No Manchester City aconteceu a mesma coisa. Atual campeão inglês, o time foi comprado pelo sheik Mansour bin Zayed Al Nahya em 2008. E já levantou Copa da Inglaterra (2010/2011), Campeonato Inglês (2011/2012 e 2013/2014), Supercopa da Inglaterra (2012) e Copa da Liga Inglesa (2013/2014).

 

Foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.