Após a morte de Senna, Brasil cresceu na Indy

Enquanto a morte de Ayrton Senna deixou um peso enorme nos ombros dos pilotos brasileiros a partir de 1994 na Fórmula 1, os representantes do Brasil na Indy conquistaram quatro títulos desde então. Além disso, foram cinco vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, corrida que é considerada um título a parte.

Senna morreu em 1º de maio de 1994, após um acidente no Grande Prêmio de San Marino. O último dele dele (e do Brasil) na Fórmula 1 foi em 1991, pela McLaren. Desde então, o mais perto da glória que o país chegou foram nos vice-campeonatos de Rubens Barrichello (2002 e 2004) e Felipe Massa (2008), todos pela Ferrari.

Já na Indy, entre 2000 e 2002 só deu Brasil. Gil de Ferran (que nasceu em Paris, mas é brasileiro) foi campeão em 2000 e 2001; Cristiano da Matta, em 2002 (todos pela CART, categoria da elite da Indy na época). Em 2004, foi a vez de Tony Kanaan (foto)  chegar no topo da IndyCar Series.

Os vice-campeonatos também foram muitos: Emerson Fittipaldi (bicampeão da Fórmula 1 em 1972 e 1974 e campeão da Indy em 1989) bateu na trave em 1993 e 1994. Gil de Ferran, em 1997. E Bruno Junqueira engatou uma sequência de segundos lugares em 2002, 2003 (pela CART) e 2004 (Champ Car).

No oval de Indianápolis, o Brasil também fez bonito. Foram cinco vitórias nas 500 Milhas desde 1994: três com Helio Castroneves (2000, 2001 e 2009), uma com Gil de Ferran (2003) e uma com Tony Kanaan (no ano passado). Fora o triunfo de Emerson Fittipaldi em 1993.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.