“Tiozões” ainda terão vida longa no futebol

Tiozões

Rogério Ceni anunciou que vai se aposentar ao final da temporada 2014. Que pena. Jogadores como o capitão são-paulino, os populares “Tiozões”, ainda têm espaço – e muito – em um futebol cada vez menos qualificado, não apenas no Brasil, mas também no exterior.

Imaginar o São Paulo de hoje sem Rogério Ceni já é motivo suficiente para deixar qualquer torcedor tricolor de cabelos em pé. Basta lembrar o período em que o capitão foi operado e a meta ficou sob responsabilidade de Denis.

Denis até é um goleiro de nível razoável, mas não tem a liderança, a ascendência e, muito menos, a competência do M1to para deixar zagueiros e torcedores tranquilos quanto à posição mais importante da retaguarda.

Enquanto por aqui Ceni é o “tiozão” mais famoso em atividade e, apesar de um ou outro erro ainda é capaz de atuações memoráveis, no continente europeu o galês Giggs e o italiano Pirlo são dois exemplos de longevidade que não deixam dúvidas sobre a competência dos mais experientes.

Em território norte-americano, o eterno vascaíno Juninho Pernambucano também engrossa a lista dos “tiozões” que não podem parar. Difícil encontrar no futebol de hoje alguém com tamanha voluntariedade e com toque de bola refinado. Alex, do Coritiba, poderia ser comparado a ele mas, assim como Ceni, deu a má notícia de que irá parar.

O futebol ainda precisa dos trintões e quarentões que, se podem pecar pela falta de fôlego, jamais deixarão suas equipes na mão por não mostrarem qualidades. Vida longa aos “tiozões” da bola.



Apaixonado por futebol e esportes em geral.