Racismo é uma praga que está disseminada nos esportes. NBA dá exemplo

O racismo virou um tema muito abordado nas redes sociais depois do ocorrido com o lateral Daniel Alves com a camisa do Barcelona no último domingo. Mas é uma praga que infelizmente está disseminada nos esportes. E a NBA acaba de dar exemplo de como resolver.

No basquete, a revelação feita pelo TMZ sobre a abominável conversa entre o presidente do Los Angeles Clippers, Donald Sterling, com sua namorada, em que ele proibia a presença de negros no Staples Center, foi algo que gerou repúdio até do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Até um dos maiores nomes da história do MMA revelou que sofreu preconceito por diversas vezes durante a sua trajetória. No que talvez tenha sido a sua história mais triste sobre o caso, Anderson trabalhava como garçom e foi rejeitado por um cliente, que não queria ser atendido por um negro.

Mas é no futebol que os casos tem ganhado repercussão maior. Nomes como Tinga e Arouca foram hostilizados durante jogos pelos campos do país e do mundo e ganharam apoio até da presidente da República, Dilma Rousseff.

Uma vez explicado que o racismo é uma praga disseminada nos esportes, o que fazer para extingui-la? Bons exemplos estão aí. O Villarreal expulsou “por toda a vida” o sócio que tacou a banana em Daniel Alves. Sterling foi banido por toda a vida da NBA, terá que pagar uma multa de US$ 2,5 milhões. A entidade ainda fará de tudo para obrigá-lo a vender a sua participação nos Clippers. É com atitudes, e não com palavras, que se combate um problema como este.



Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com