Opinião: Seleção precisa se espelhar no Cruzeiro para ganhar o hexa

Cruzeiro

Dois títulos em cinco meses, elenco homogêneo e altamente qualificado, técnico estudioso, comprometido e profundo conhecedor do futebol. Poderíamos estar falando do Bayern de Munique, mas não. As qualidades citadas acima são do Cruzeiro.

Campeão brasileiro de 2013 com sobras e campeão mineiro de 2014 sobre o arquirrival Atlético, o time celeste vive uma ironia incompreensível: é dono de um dos melhores elencos do mundo, mas não tem sequer um representante na seleção brasileira de Luiz Felipe Scolari.

Qual o reflexo disso? Carente de um meio-campista cerebral, já que Oscar, do Chelsea, está muito longe de ser o armador ideal para a equipe, Felipão pode deixar o hexacampeonato mundial escorregar pelos dedos ao deixar de fora o nome mais óbvio para exercer a função: Éverton Ribeiro.

Eleito craque do último Campeonato Brasileiro e cobiçado por clubes europeus, Éverton Ribeiro daria à seleção aquilo que mais lhe falta no momento: talento para furar os bloqueios adversários em uma enfiada de bola ou um lance individual de qualidade. O caminho do hexa passa pela convocação de jogadores do elenco da Raposa.

E qual o segredo cruzeirense para tantos títulos em tão pouco tempo? A resposta é algo que também falta à seleção brasileira: planejamento. O Cruzeiro sabe exatamente onde quer chegar muito antes de a bola começar a rolar, e molda seu elenco para alcançar suas metas.

Já a seleção brasileira prefere iludir o torcedor com amistosos caça-níqueis contra times de nível fraquíssimo, na esperança de que o talento individual de Neymar e outras estrelas, com o apoio da torcida, resolva a nosso favor na Copa 2014.



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