Opinião: Passado glorioso justifica Guardiola

Bayern

A diferença entre os estilos de Bayern de Munique e Real Madrid é gritante. Na primeira partida, no Santiago Bernabéu, o melhor ataque do mundo foi superado pelo melhor contra-ataque da Terra. Hoje, no Allianz Arena, este duelo tem seu segundo e derradeiro capítulo.

Carlo Ancelotti terá a sua disposição Gareth Bolt, quero dizer, Bale que, ao lado de Cristiano Ronaldo e Benzema, prometem colocar ainda mais velocidade para cima da defesa alemã que, como o próprio Pep Guardiola já admitiu, não é páreo para o ataque madridista.

No entanto, Guardiola também tem seus trunfos para justificar a filosofia de toque de bola adotada. A primeira deles é o seu passado vencedor. No Barcelona, Pep ganhou tudo que disputou e, no Bayern, também está tendo uma primeira temporada excelente com este estilo.

Além disso, o treinador catalão tem a seu favor a qualidade do elenco. Lahm, por exemplo, é um jogador que atua em todas as posições neste time. Muller e Schweinsteiger são outros que tem múltiplas funções no Bayern de Munique. Isso sem falar nos sempre perigosíssimos Gotze, Robben e Ribery.

Os próximos 90 minutos indicarão qual das duas filosofias será vencedora. Cada um tem a sua preferência, mas todos concordamos que a proposta de Guardiola é a que mais se aproxima com o que consideramos o futebol ideal. Entretanto, isso nem sempre é levado em consideração, pois, quando a bola rola, nem sempre o melhor vence.