Opinião: Futebol precisa de mais “Felipes”

Flamengo

Que falta fazem Túlio Maravilha, Viola, Serginho Chulapa, Dadá Maravilha e outros personagens folclóricos do futebol brasileiro.

Nas décadas de 70 e 80 eram comuns apostas entre jogadores para ver quem vencia uma partida, ou até mesmo provocações baratas, mas sadias, às vésperas de um clássico ou de um duelo decisivo.

A tática, esquecida há muito tempo, foi ressuscitada nas palavras do goleiro Felipe, do Flamengo, após a conquista do título carioca de 2014 em cima do Vasco, com um gol irregular nos minutos finais da partida.

“Roubado é mais gostoso”, disse o goleiro, ao saber do erro do árbitro Marcelo de Lima Henrique, para ira dos torcedores vascaínos e inconformismo dos coxinhas de plantão.

É justo ganhar roubado? Claro que não. Mas que é legal, isso todo torcedor sabe que é, até mesmo os que vez ou outra são prejudicados.

Felipe provocou os vascaínos, e fez muito bem. O futebol brasileiro anda chato, quadrado demais, e a volta de personagens como o goleiro do Flamengo, que não apenas fala o que pensa, mas também exerce sua função com competência, só tem a acrescentar para o crescimento do esporte e para a volta de uma rivalidade sadia e bem-humorada, sem torcedores “organizados” se agredindo e se matando por aí.

O futebol brasileiro precisa de novos “Felipes” para voltar a ser o que sempre (ou quase sempre) foi: o melhor do mundo.



Apaixonado por futebol e esportes em geral.