Opinião: Fred não é o herói nacional que a Globo quer vender

Crédito: Alexandre Loureiro/VIPCOMM
Fluminense x Horizonte em jogo válido pela Copa do Brasil 2014

O atacante Fred, provável dono da camisa 9 da seleção brasileira na Copa do Mundo, pode se tornar o novo herói nacional. Não por trazer o hexa para o país ou por sua relevância no mundo político, mas por força da televisão.

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A Globo, emissora mais poderosa do país, inexplicavelmente comprou a briga que o atacante lançou contra as torcidas organizadas na últiima semana, chegando até a colocar humoristas de seu quadro de profissionais para abordar o assunto durante a programação.

A entrevista concedida pelo jogador a um dos programas esportivos da emissora, dizendo ter medo da violência da torcida e revelando já ter recebido ameaças, repercutiu mais do que o esperado, e o plim-plim resolveu capitalizar.

Fred tem total razão ao citar o medo que tem dos vândalos e marginais disfarçados de torcedores, mas isso não o transforma, nem de longe, em herói nacional, até porque esse é um rótulo bastante perigoso.

A luta de Fred merece ser encampada por outros, até porque um pseudo-herói, sozinho, tende a ser engolido pelos marginais que hoje dominam não apenas as torcidas organizadas, mas a sociedade brasileira como um todo.

A bandeira levantada pela Globo não deveria ser apenas contra os torcedores organizados, mas por uma sociedade melhor organizada contra o crime, a corrupção e a violência que não escolhe mais idade, cor ou condição social de suas vítimas. A luta da emissora mais poderosa do Brasil deveria ser para salvar o país da bandidagem, não apenas o futebol.

Foto: Alexandre Loureiro/VIPCOMM



Apaixonado por futebol e esportes em geral.