Febre do tapetão tira a graça de torcer no Campeonato Brasileiro

STJD
Reprodução

Se a tecnologia chegou para ajudar o futebol, o mesmo não se pode dizer dos auditores e juízes espalhados nos tribunais pelo Brasil e, principalmente, sentados em berço esplêndido, ou melhor, em suas cadeiras no STJD da Confederação Brasileira de Futebol: os responsáveis pelo famoso tapetão.

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A turma capitaneada por Flávio Zveiter, filho de outro ex-juiz do Tribunal da CBF, Luiz Zveiter, transformou o já combalido futebol brasileiro em um esporte sem graça, onde um empurrão não visto pelo árbitro ou um gesto que passou aos olhos do apitador, mas não das milhares de câmeras de televisão, pode mudar o rumo de uma taça.

A chuva de liminares de Portuguesa e Fluminense sobre o interminável caso Héverton para ver quem fica com a vaga na Série A do Campeonato Brasileiro encheu a paciência de todos e já manchou uma competição que sequer começou.

A atitude do Icasa, que ainda não tem qualquer representatividade para o futebol do país, também pleiteando um lugar ao sol por conta de uma suposta irregularidade do Figueirense em um jogo da Série B, foi apenas a gota final para que o torcedor, cansado da violência, do preço abusivo dos ingressos e, claro, do péssimo futebol apresentado pela maioria das equipes brasileiras, diga o seu “basta”.

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O futebol brasileiro não é mais jogado no tapete de grama dos estádios e por 11 jogadores. Hoje, a bola rola nos tribunais, e as estrelas do jogo são aquelas que, ironicamente, talvez nem saibam as regras básicas do jogo. Uma pena: tiraram a graça de torcer pelos seus ídolos.



Flávio Moreira é jornalista especializado em mídias sociais. Com passagens por UOL e Electronic Arts, é apaixonado por esporte e acredita na produção de conteúdo feito de torcedor para torcedor.