O toque de qualidade que Sheik deu ao Botafogo

A contratação de Emerson Sheik pelo Botafogo foi cercada de polêmicas, como é bem típico do jogador. A engenharia financeira feita pelo alvinegro para contratá-lo em um momento que o clube passa por sérios problemas financeiros, não caiu muito bem dentro de um elenco com salários atrasados.

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Mas, mesmo assim, Sheik chegou. Sua contratação era tida como essencial para melhorar o poder ofensivo da equipe ainda ressentida pelas saídas de Rafael Marques e Seedorf no inicio do ano. A Libertadores era o objetivo, mas a eliminação precoce e traumática do torneio jogou mais pressão sobre o novo camisa 7.

Emerson fez sua estreia no Maracanã, contra o Internacional. Essa foi a segunda partida do Glorioso no Brasileirão e, após o vexame diante do São Paulo na estreia, quando perdeu por 3 a 0, a vitória era obrigação.

O péssimo primeiro tempo, que terminou com o colorado vencendo por 2 a 0, parecia estragar os planos de Sheik. Perder nunca é bom, muito menos na primeira partida.

Talvez por isso Emerson tenha se doado tanto no jogo desde que a bola rolou. Se faltou técnica nos 45 minutos iniciais, sobrou vontade por parte do ex-atacante do Corinthians.

Na 2ª etapa, Sheik teve companhia. Daniel, Edilson e Junior Cesar entraram e o Botafogo melhorou bastante. Com eles, Emerson não precisou ficar recuando para receber a bola na intermediária e tentar conduzi-la até a meta adversária. Sheik agora podia ser um atacante.

Mais próximo da área, seu futebol apareceu e o Botafogo se tornou mais perigoso. Com um gol de cabeça e uma assistência milimétrica para Zeballos, Emerson foi determinante para o clube da Estrela Solitária chegar ao empate.

Emerson Sheik não mudou o jogo sozinho, pois as substituições feitas por Vagner Mancini tornaram o Botafogo mais produtivo. Não obstante, sem a sua qualidade o empate com gosto de vitória não seria alcançado. Ainda é cedo para afirmar que Sheik se dará bem com a camisa de Garrincha, mas os primeiros 90 minutos deixaram uma boa impressão.