O que podemos esperar do retorno de Michael Phelps?

Aos 28 anos, o Michael Phelps pode estar voltando às piscinas para competir no Arena Grand Prix, em Mesa, no Arizona. A informação do Chicago Tribune coloca um ponto de interrogação sobre o que podemos esperar deste retorno do norte-americano.

Desde o fim de 2013, ele já vinha constando na lista de monitoramento da Agência Antidoping dos Estados Unidos, fato que já pontava para um possível retorno. Afastado de competições oficiais desde as Olimpíadas de 2012, Phelps tem um retorno ainda mais difícil do que o de 2009, quando foi suspenso por doping e manteve o treinamento em alto nível.

Com o Mundial se aproximando em 2015, o recordista olímpico terá que mostrar serviço ainda este ano para fazer bonito na competição que credencia para Rio 2016.

Mais do que um brigador por medalhas, espera-se dele outro papel. Sua presença no time olímpico norte-americano é ótima para o esporte e ainda mais para a equipe, que será poupada de assédios e terá em Phelps, já “cascudo” e acostumado com pressão, um “para-raios” da cobrança que cerca a competição. Por outro lado, esta proteção depende da classificação do ídolo para os jogos olímpicos, mas poucos se arriscariam em cravar o feito.

Complicado supor qual seja a motivação de uma atleta tão vitorioso. Mas tratando-se de Michael Phelps, não podemos duvidar de nada. Os maiores ganhadores com seu retorno somos nós, nobres espectadores do esporte.

 

 



Flávio Moreira é jornalista especializado em mídias sociais. Com passagens por UOL e Electronic Arts, é apaixonado por esporte e acredita na produção de conteúdo feito de torcedor para torcedor.