Liverpool e Atlético de Madrid: tapas na cara dos gastões do futebol

Atlético de Madrid

O que o Liverpool, líder do Campeonato Inglẽs e muito próximo de encerrar um longo jejum sem conquistas, e o Atlético de Madrid, sensação da temporada europeia, deixando para trás Real Madrid e Barcelona têm em comum?

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Além de deixarem comendo poeira rivais tradicionais e mais badalados, os dois têm em comum o fato de estarem construindo uma história de inesquecíveis conquistas baseada em um projeto quase extinto nos moldes atuais do futebol mundial: o de gastar pouco, mas gastar bem.

Liverpool e Atlético de Madrid podem ser considerados os alicerces para uma política que, se for adotada ao redor do globo, pode ser a salvação do esporte mais amado do planeta, o tão sonhado fair play financeiro, já adotado em outros esportes pelo mundo.

O time britânico, hoje, é um underdog do futebol mundial, que sobrevive graças ao eterno talento de Gerrard, brilhante como nunca, e dos guerreiros Johson, Flanagan, Henderson e Sterling. Falar deste Liverpool é esbofetear o futebol moderno e dar vida aos romãnticos.

Na mesma linha segue o Atlético de Madrid do guerreiro comandante Simeone, símbolo da raça argentina quando corria atrás da bola e dos adversários em seus tempos de jogador. O time da capital espanhola não tem o milionário Cristiano Ronaldou ou Gareth Bale, jogador mais caro do mundo, mas tem Miranda, tem Diego Costa, e tem garra.

Mesmo sofrendo tantos gols quanto o 13º classificado da Liga Espanhola, o Atlético de Madrid tem talento, ambição, história e personalidade. Por isso, assim como o Liverpool, é um exemplo a ser seguido, mesmo andando contra a tão falada modernidade.

Os títulos das Ligas Inglesa e Espanhola, respectivamente, virão para coroar a coragem de montar um time de guerreiros, não de milionários, e de reconquistar a confiança da torcida e da crítica quando nem eles próprios sabiam se era possível renascer.



Apaixonado por futebol e esportes em geral.