Lembra deles? Dez jogadores que defenderam o Brasil em Copas do Mundo

A Copa do Mundo está a cada dia mais perto. E, embora o técnico Luiz Felipe Scolari afirme ter quase todos os 23 jogadores que irão para o Mundial definidos, sempre pode ter aquele nome que pegue a torcida de surpresa.

Nesse espírito, relembre aqui dez jogadores que são mais lembrados de ter aparecido em convocações de Copa do Mundo do que por qualquer outra coisa:

1) Bismarck (1990) – A bola da vez em 1990 era Neto, meia do Corinthians e atual comentarista da Band. Mas quem foi para o Mundial da Itália foi Bismarck, meia do Vasco que vestiu a camisa 7 da equipe de Sebastião Lazaroni.

2) Ronaldo (1994) – Ronaldo, que viria a se tornar Fenômeno, era apenas “Ronaldinho”, atacante magrelo do Cruzeiro, que ganhou vaga na Copa dos EUA para adquirir experiência. Não entrou em campo. Mas ganhou a concorrência contra nomes mais consolidados no início dos anos 90, como Sávio e Túlio.

3) Zé Carlos (1998) – O lateral-direito fez apenas um jogo pela Seleção Brasileira: substituiu Cafu, suspenso, no jogo contra a Holanda, na semifinal da Copa da França. Mais conhecido por imitar galinhas, o camisa 13 do Brasil defendeu o São Paulo entre 1997 e 2000 e foi convocado para o Mundial no lugar do volante Flávio Conceição, que se machucou antes do torneio. Tão rápido quanto surgiu, caiu no esquecimento do torcedor.

4) Doriva (1998) – Técnico que conduziu o Ituano ao título do Campeonato Paulista em 2014, Doriva era volante no grupo comandado por Zagallo na Copa do Mundo da França. O jogador ganhou notoriedade defendendo São Paulo e Atlético-MG no início dos anos 90. Na época do Mundial, defendia o Porto, de Portugal. Foi reserva de César Sampaio e Dunga na Seleção.

5) Emerson (1998) – Pode-se dizer que Emerson teve duas fases na Seleção. De meia desconhecido, como em 1998, ele tornou-se volante de destaque, a ponto de ser o capitão de Luiz Felipe Scolari no Mundial de 2002. Só não foi porque, em um rachão, brincou de goleiro e se contundiu às vésperas da estreia. Em 1998, o então meia do Bayer Leverkusen, da Alemanha, assumiu a camisa 11 que seria de Romário, outro que se lesionou.

6) Anderson Polga (2002) – No 3-5-2 implantado por Luiz Felipe Scolari para o Mundial de 2002, Anderson Polga era o líbero, o homem que atuaria no miolo da zaga, entre Lúcio e Roque Júnior. À época da copa, Polga estava no Grêmio. Depois, jogou Sporting, de Portugal, e passou pelo Corinthians. Seleção? Só pela TV.

7) Cris (2006) – O zagueiro que surgiu no Corinthians nos anos 90. Depois de passar por Cruzeiro e Bayer Leverkusen, foi parar no Lyon, onde jogou bem e convenceu Carlos Alberto Parreira a ser um dos 23 jogadores do Brasil na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Não deixou saudades na Seleção.

8) Michel Bastos (2010) – Desconhecido de grande parte dos brasileiros, mas não do técnico Dunga, Michel Bastos foi o lateral-esquerdo titular do Brasil na África do Sul. Detalhe: no Lyon, da França, o jogador atuava como ala-direito. Não voltou a vestir a amarelinha após a Copa de 2010.

9) Doni (2010) – Ganhou o apelido maldoso de “Cone” por más atuações em algumas partidas. Mesmo assim, o ex-camisa 1 do Botafogo-SP, Corinthians, Santos, Roma etc, foi o terceiro goleiro da Seleção Brasileira no Mundial de 2010.

10) Grafite (2010) – Neymar? Vagner Love? Adriano? Nada disso. O atacante que vestiu a camisa 23 do Brasil na África do Sul foi outro: Grafite. À época no Wolfsburg, da Alemanha, o jogador carimbou o passaporte para a Copa com apenas um jogo contra a irlanda, em que substituiu Luis Fabiano e deu uma assistência.

Foto: Dorival Rosa/VIPCOMM



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.