Henderson x Cormier: quem leva a melhor?

O próximo campeão dos meio-pesados (até 93 kg) do UFC, seja ele o americano Jon Jones ou o sueco Alexander Gustafsson, terá uma verdadeira pedreira pela frente. Daniel Cormier e Dan Henderson lutam no próximo dia 24 de maio, em Las Vegas, para definir o próximo desafiante ao cinturão.

Os dois norte-americanos têm características bastante distintas. Cormier é um dos melhores wrestlers de todo UFC – ele é “apenas” o treinador de wrestling do campeão dos pesados, Cain Velásquez. Ele não é só isso. Tem uma mão pesada, que lhe garantiu seis de suas 14 vitórias por nocaute. Aos 34 anos, o lutador tem além do cartel sem manchas, tem um título do Grand Prix dos pesados no Strikeforce na carreira. E uma barriguinha que faz com que, a primeira vista, seja erroneamente subestimado.

Dan Henderson é considerado uma lenda viva do MMA. Aos 43 anos (você não leu errado, o americano é um senhor de 43 anos), Hendo é um dos mais experientes lutadores de artes marciais mistas. Fez história no Pride, onde foi campeão entre os meio-médios (equivalente aos médios do UFC) e médios (equivale ao meio-pesado do UFC). Assim como Cormier, ganhou cinturão no Strikeforce, onde foi o último campeão meio-pesado.

No UFC, porém, o veterano sempre bateu na trave. Em três passagens pela organização (em 1998, entre 2007 e 2009, e a partir de 2013), foram duas oportunidades. Perdeu para Rampage Jackson e Anderson Silva e viu as chances de unificar os cinturões do Pride e do UFC irem por água abaixo. Houve, ainda, uma “meia chance”: ele seria o adversário de Jon Jones no UFC 151. Contudo, Hendo se machucou e, no fim das contas, o evento foi cancelado.

Assim como Cormier, Henderson é um wrestler em essência. Mas a vantagem é toda do ex-campeão do Strikeforce, até pela idade. Hendo tem uma agravante: ele não poderá mais fazer uso do polêmico TRT (tratamento de reposição de testosterona), o que, segundo ele e o presidente do UFC, Dana White, não será problema.

Poder de nocaute é com esses dois mesmo. Cormier é um bom kickboxer, chuta bem e soca com potência. Mas Henderson tem uma bigorda no braço direito que tem até nome: Bomba H. Duelo parelho por aqui. No chão, ambos devem fazer valer o background no wrestiling para abusar do controle de posições e, com espaço, detonar o adversário no ground’n’pound. Ponto para Cormier.

Palpite: Cormier vence por decisão unânime, se não der brechas na defesa.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.