De olho no cinturão, Werdum é favorito contra Travis Browne

O gaúcho Fabricio Werdum só não está enfrentando Cain Velásquez pelo cinturão dos pesos-pesados do UFC porque o norte-americano teve de se submeter a uma cirurgia no ombro esquerdo. Após finalizar o compatriota Rodrigo Minotauro em junho do ano passado, “Vai Cavalo” foi confirmado pelo UFC como o próximo desafiante ao título. Mas a operação de Velásquez deixou a luta em stand-by.

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Por isso, caso queira continuar sonhando com o cinturão, é bom que Werdum vença Travis Browne neste sábado (19). Os dois, que são ex-companheiros de treino, se enfrentam em Orlando, nos EUA. Ao vencedor, será dado o direito de subir no octógono diante do campeão.

Especialista em jiu-jitsu, o gaúcho escreveu seu nome na história do MMA em 26 de junho de 2010, data em que finalizou com um triângulo o russo Fedor Emelianenko em luta pelo Strikeforce. Para constar a dimensão do feito: Fedor foi o campeão mais dominante do Pride e estava invicto desde 2001. Para muita gente, é o maior lutador de MMA da história, mais até do que Anderson Silva.

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Werdum, no entanto, não vive apenas de passado. Após seu feito de proporções bíblicas, perdeu para o holandês Alistair Overeem no último combate feito no Strikeforce. De volta ao UFC (na primeira passagem, deu adeus ao octógono após ser nocauteado por Junior Cigano, no UFC 90), venceu o gordinho Roy Nelson por pontos no UFC 143, nocauteou Mike Russow no UFC 147 e deu um passeio sobre Minotauro no chão no duelo dos técnicos da segunda edição do “The Ultimate Fighter: Brasil”.

Veterano com passagens também pelo Pride e pelo Jungle Fight, além do Strikeforce, Werdum tem 36 anos, 17 vitórias, cinco derrotas e um empate no cartel.

Se o forte de Werdum é o solo, Travis Browne vem com tudo para a trocação. Prova disso é o resultado de suas últimas três lutas: mandou para a lona Gabriel Napão, Alistair Overeem e Josh Barnett, esse último, com cotoveladas que doem só de assistir. Tal desempenho rendeu ao americano o prêmio de nocaute da noite nas três oportunidades.

Aos 31 anos, o havaiano tem 16 vitórias na carreira, um empate contra o francês Cheick Kongo e apenas uma derrota, para o brasileiro Antônio Pezão.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.