A falida estrutura tática do Flamengo

Alexandre Loureiro/VIPCOMM

O Flamengo perdeu para o Corinthians por 2 a 0, no Pacaembu e, após duas partidas, ainda não conseguiu marcar nenhum gol no Campeonato Brasileiro. Na partida contra o Timão, o técnico Jayme de Almeida tentou dar mais criatividade à equipe escalando André Santos no meio campo. A medida, semelhante a que o ex-técnico Mano Menezes adotava nos tempos em que esteve no Fla, não surtiu efeito, já que o Rubro-Negro carioca continuou sem criar chances de gol.

Os três volantes escalados, Carceres, Luiz Antônio e Márcio Araújo, não conseguiram em momento algum auxiliar o camisa 27 nesta função. Sobrecarregado e sem mobilidade, André Santos foi sacado no começo do 2º tempo. Em seu lugar, Lucas Mugni entrou. A essa altura, é bom dizer, o Flamengo já perdia por uma a zero e contava com um jogador a menos, uma vez que Leonardo Moura foi expulso no final da 1ª etapa.

Mesmo assim, o Fla deu uma pequena melhora e assustou em chute de Luiz Antonio, improvisado na lateral-direita após a expulsão de L. Moura. Mas isso ainda era pouco para o time da Gávea, que pouco depois levou o segundo gol.

Nenhuma das trocas de Jayme surtiram efeito. Aliás, elas só demonstraram que o problema não está em um ou outro jogador, mas na estrutura do time. Os laterais não são mais os mesmos de outrora e, para render bem, precisam ser muito bem protegidos. Isso, obriga o treinador a escalar a trinca de volantes, o que amarra o meio campo e o deixa sem mobilidade. Assim, o ataque é obrigado cada vez mais a vir buscar a bola na intermediária. O veloz Paulinho, por exemplo, passa a ter que correr de 40 a 50 metros para tentar alguma coisa.

O Flamengo precisa encontrar uma nova maneira de jogar. Não adianta ficar buscando um camisa 10, pois não no elenco algum jogador capaz de executar essa função.

Foto: Alexandre Loureiro/VIPCOMM