Dinamite: de ídolo a vilão na história do Vasco

São seis jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro. A incômoda 18ª posição. O rebaixamento (de novo) vai se tornando cada vez mais real. Salários atrasos e uma crise financeira sem fim. Esse é o atual momento do Vasco, que na última rodada não passou de um empate sem gols com o Bahia.

A crise que o cruzmaltino enfrenta vem deixando a torcida cada vez mais preocupada. E ela já elegeu um “culpado” para essa situação: Roberto Dinamite. O ex-jogador assumiu o Vasco em 2008 e de lá para cá só vem acumulando críticas negativas.

Dinamite, que deu inúmeras alegrias aos vascaínos com seus mais de 700 gols, hoje é hostilizado a cada tropeço do time. É chamado de Roberto Banana, já que a torcida o acusa de comandar uma diretoria omissa e, segundo os vascaínos, sem competência para brigar pelo clube. Até escalação de árbitro “cai na conta” de Dinamite.

Com mandato até ano que vem, ele vê cada vez mais sua imagem de ídolo arranhada pelo que fez (e o que não fez) no Vasco como presidente. Em toda a situação adversa no clube, seja por problemas financeiros (que muito se deve as gestões anteriores) ou por contratações mal feitas, a torcida não perde a oportunidade de se virar para a tribuna de honra de São Januário e esquecer o que Roberto fez em seus 21 anos de Vasco da Gama. O Dinamite presidente é o que no final das contas parece que ficará na memória do torcedor cruzmaltino. E da pior forma possível.

No final do ano passado, quando o Vasco vivia uma situação também complicada, um colunista do site Cruzada Vascaína afirmou que o “Roberto presidente interfere diretamente na imagem do Dinamite ídolo, e que a atuação dele como político suja sua condição de semideus”.

Uma frase como essa nos faz refletir se, não só para Roberto Dinamite como para qualquer outro ídolo, assumir a presidência de um clube no qual foi idolatrado é a melhor decisão. Vale a pena “sacrificar” anos de alegria por uma tarefa tão árdua que é a de ser dirigente? Afinal, a paixão do torcedor sempre falará mais alto, e o ídolo de 20 anos pode, em um piscar de olhos, acabar se transformando em vilão.

Roberto Dinamite
Roberto Dinamite

 



Carioca, jornalista e apaixonada por rádio e futebol. Fiz parte do site Fanáticos por Futebol por três anos, e nesses anos tive a certeza de que é essa vida de leads "destruídos" aos 48 minutos do segundo tempo que eu quero para o resto da vida!