Até quando vamos esperar um novo Ayrton Senna na Fórmula 1?

Há tempos o brasileiro não tem mais a mesma paixão pela Fórmula 1. O motivo? Simplesmente deixou de ser interessante passar as manhãs de domingo na frente da televisão, pois dificilmente vamos ter o ‘tema da vitória’ tocado novamente.

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Tudo bem que a categoria também perdeu o seu encanto porque o carro é muito mais importante que a qualidade técnica do piloto, o que acaba com os emocionantes e tradicionais ‘pegas’ na pista.

Porém, a grande verdade é que para nós (brasileiros) a Fórmula 1 perdeu a graça no dia 1º de maio de 1994, data do acidente fatal de Ayrton Senna. Desde então temos uma única obsessão: quem será capaz de ocupar o lugar dele?

A pressão caiu primeiramente sobre os ombros de Rubens Barrichello, um piloto acima da média, mas que foi crucificado por não estar à altura de substituir um gênio e ainda mais por ter o ‘azar’ de ser companheiro de um gênio ainda maior, Michael Schumacher.

Quando Senna morreu essa palpiteira que vos escreve tinha apenas cinco anos e a única coisa que era capaz de comentar sobre F-1 era: “vence Ayrton Sennaaaaaaaaaaa, do Brasilllllllll”. Sim, eu costumava berrar isso durante algumas brincadeiras.

E diz meu pai que se Senna tivesse sobrevivido ao acidente em Ímola, o mundo veria um duelo emocionante entre o brasileiro e o alemão, que deveria ser vencido pelo heptacampeão mundial.

“Filha, o Senna tava tomando pau do Schumacher na temporada de 1994. É uma pena que ele morreu e a gente ficou sem saber como seria o resto”, já repetiu algumas vezes o ‘chefe’ da minha família.

Por isso, penso que essa falta de ‘concorrência’ de Senna e Schumacher é mais um item da lista de azar de Rubinho. Sim, não podemos negar que ele sofre um pouco com a falta de sorte, né? Talvez, Senna fosse menos idolatrado e Rubinho mais respeitado.  Mas como o “se” não existe…

Com o ‘fracasso’ de Rubinho, depositamos todas nossas esperanças em Felipe Massa. O paulista assumiu a vaga do próprio Barrichello na Ferrari, correu um ano ao lado de Schumacher e logo pensamos: ‘pronto, ele está preparado para levar o título mundial’.

E sim, Massa teve uma grande chance. Ou melhor, ele foi campeão mundial em 2008 por alguns segundos, quando viu Lewis Hamilton roubar a conquista na última curva do GP do Brasil, em Interlagos (São Paulo).

É bom que se diga que a Ferrari errou muitooooooooooooo com Massa naquela temporada, que Nelsinho Piquet forjou um acidente para beneficiar o então companheiro Fernando Alonso e acabou prejudicando indiretamente o compatriota. Enfim, novamente ficamos com os “se” e fica claro que os deuses não quiseram consagrar um piloto brasileiro como campeão mundial de F-1 naquele ano.

Depois disso, Massa sofreu um acidente e nunca mais foi o mesmo. Enquanto a Ferrari ficava com o ele por gratidão, o UFC foi crescendo e apresentando brasileiros como campeões, o que fez a F-1 ser ainda mais esquecido em território verde e amarelo. Afinal, brasileiro gosta é de campeão, não é?

Agora, pela primeira vez em muito tempo o Brasil pode ficar sem piloto na próxima temporada de Fórmula 1. A Ferrari trocou Massa por Raikkonen e o atual companheiro de Alonso ainda procura uma equipe para correr.

Realmente precisamos de um brasileiro na F-1? De verdade, acho bacana termos brasileiros, mas precisamos de nomes novos e parar de caçar um novo Senna.



Queria ser atleta, não rolou, então virei palpiteira!