Adriano é o Garrincha é do século 21. E qual será o seu fim?

Toda convocação da seleção brasileira sempre me deixa com uma dúvida na cabeça: “Onde está o nosso camisa 9 matador?”. Obviamente, Fred, nosso atual titular, é capaz de dar conta do recado, mas não é um jogador fora de série. É um bom atacante, fazedor de gols e ponto.

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A responsabilidade de ser o companheiro de Neymar no ataque da Copa em casa deveria ser de Adriano. O problema é que o jogador ganhou fama de Imperador, jogou o Mundial de 2006, perdeu o pai e parece que desistiu do futebol.

Sem entrar em campo desde março de 2012, o (ex-)atacante se contenta em poder visitar os amigos da Vila Cruzeiro, fazer um pagodinho em casa, curtir baladas e mulheres.

O talento de Adriano sempre foi unanimidade, mas o problema é que ninguém mais acredita na pessoa dele. Impossível pensar que o Imperador vai largar a vida boa para se submeter a uma dieta, treinos, concentrações, jogos… Ele deve achar tudo isso uma tremenda chatice.

Aos 31 anos, Adriano se encaminha para um final de carreira parecido com Garrincha, que foi muito mais gênio que o ídolo do Flamengo obviamente. O que aproxima os dois é a mesma inimiga que os afastou da bola: a bebida alcoólica.

Garrincha morreu aos 49 anos de cirrose hepática, provocada pelo seu gosto pela cachaça. O craque das pernas tortas chegou a virar nome de ‘branquinha’.

Logicamente, não desejo o mesmo fim trágico para Adriano. Acredito que o Imperador tenha (um pouco) mais de orientação e pessoas ao seu redor que tentam colocar a vida dele no rumo correto.

Talvez, o lema de vida e o desejo de Adriano possam ser definidos no Rap da Felicidade, um funk de autoria de Cidinho e Doca, que diz:

“Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci. É… E poder me orgulhar (…)”.

Uma pena, Imperador. O futebol lamenta a sua escolha. Boa sorte!



Queria ser atleta, não rolou, então virei palpiteira!