Governo e seleção invertem papéis na Copa das Confederações

Nos últimos anos virou senso comum a ideia de que o governo de Dilma Rousseff (e Lula) é extremamente popular, reverenciado pelo povo. Da mesma forma, a seleção brasileira ganhou extrema rejeição com os seguidos casos de denúncias de corrupção contra Ricardo Teixeira e José Maria Marin. Portanto, aplausos a Dilma e vaias à seleção tornaram-se os sons mais comuns neste país.

Na abertura da Copa das Confederações, no entanto, o que se viu no Estádio Mané Garrincha foi o oposto desse cenário. Dilma Rousseff foi largamente vaiada e a seleção, aplaudida. O time de Luiz Felipe Scolari fez sua parte dentro de campo, venceu bem o Japão por 3 a 0, mostrou um futebol capaz de devolver, ao menos que um pouco, a esperança de dias melhores para a história da seleção canarinho.

Dilma, porém, se manteve calada diante das vaias, recolhendo-se a dizer apenas “Declaro aberta a Copa das Confederações da Fifa 2013”, o protocolo mais básico possível. É importante destacar que a maioria dos torcedores presentes ao estádio é composta de pessoas de alta renda, capazes de pagar mais de 300 reais em um ingresso, faixa social na qual o PT tem forte rejeição.  Mas, do lado de fora, outro tipo de manifestante, de esquerda, também estava protestando contra o governo.

Ruim para Dilma, bom para Felipão. Esse é o saldo do primeiro dia da Copa das Confederações 2013.  É claro que a presidente continua favorita à reeleição e a seleção tem pedreiras pela frente, como México e Itália. Mas não deixa de ser curioso como, pelo menos por um dia, houve inversão tão grande de papéis.



Redação do Torcedores.com